ESG tornou-se ponto central das ações das organizações. Acabei de retornar da Jornada Técnica no Canadá com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e constatei que em todas as conversas das organizações, consultorias e outras instituições, o tema ESG foi central, assim como temos visto no Brasil e em outras partes do mundo.
Arrisco-me a dizer que é um tema relevante para a sobrevivência das organizações, de qualquer tamanho ou setor de atuação. Os relatórios e frameworks tem evoluído muito nos últimos anos; SASB e TCFD tornaram-se chaves para os negócios. Entretanto, independentemente dos relatórios e frameworks, é fundamental priorizar as ações, definir algumas metas e mover a organização para buscar os resultados.
Por exemplo, duas metas muito comuns: redução de pegada de carbono e diversidade & inclusão.
Para que a organização trabalhe de forma verdadeira e integrada, imagine o trabalho de Gestão de Mudança a ser realizado? Vamos refletir sobre isso e trazer o que significa trabalhar nessas metas:
Enfim, qualquer empresa pode implementar ações ESG, mas precisa que isso seja vivido na organização, conectando com as ações do dia a dia.
É importante, também, ressaltar que ESG pode e deve ser diferente para cada segmento de negócio. Por exemplo, no segmento de mineração as questões ambientais – escopos 1, 2 e 3 – são enormes; estamos falando aqui de toda a cadeia de uso dos metais, pois o escopo 3 para o minerador é o escopo 2 para o produtor de celular, por exemplo. Ainda nesse setor, as questões sociais das pessoas nas minas estão extremamente conectadas em função do desenvolvimento das pessoas da região, enquanto há a exploração e a sobrevivência da população com outras atividades econômicas, depois que a mina for encerrada. Quanto às questões ambientais, nem é preciso comentar. A recuperação da área minerada é necessária para a continuidade da comunidade que ali reside.
Outro aspecto que não se pode deixar de mencionar é a tendência de integração das metas financeiras e metas ESG de uma organização. Isso traz à tona a potencial integração de auditorias financeiras e ESG no futuro próximo. Mais uma inovação de processos a ser conquistada no ambiente de negócios.
Enfim, muita transformação acontecendo para um futuro melhor. Importante que como gestores, consultores ou conselheiros, estejamos atentos a essas oportunidades.
SASB – Sustainability Accounting Standards Board, é uma organização independente de definição de padrões que promove a divulgação de informações materiais de sustentabilidade para atender às necessidades dos investidores.
TCFD – Task Force on Climate-Related Financial Disclosures, é uma força-tarefa que reúne uma série de organizações com o objetivo de desenvolver um padrão comum para que empresas possam medir e divulgar os riscos financeiros relacionados ao clima.
Publicado em:
https://pensamentocorporativo.com/pensamentos_corporativos_04_2022_742/
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