Cultura Organizacional – Fala-se muito e pouco se consegue mudar. Porque?

Cultura Organizacional parece ser um assunto batido nas organizações, mas é sempre muito atual, pois não é nada trivial fazer mudanças culturais dentro de uma organização.

Cultura é a soma de comportamentos e crenças de todas as pessoas na organização. Parece simples, mas não é. A organização tem uma forma piramidal, sendo a base representada pela maioria das pessoas. Logo, se a cultura é a soma de todos os comportamentos, de fato é aquela que vemos e percebemos na base da pirâmide, não nos grandes escalões da organização e muitas vezes, não refletem os valores escritos nas paredes das empresas.

Ora, felizmente as empresas definem seus valores ou princípios no planejamento estratégico e desdobram esse planejamento em iniciativas para todas as áreas. Na grande maioria a missão da mudança cultural ainda fica com o RH. Missão difícil, pois são poucos indivíduos dentro de uma área de suporte na organização para tentar buscar treinamentos, dinâmicas, etc. e mover a cultura, juntamente com uma série de outros desafios que os demais departamentos da organização têm para atingir seus KPIs (Key Performance Indicators).

Entretanto, para que a cultura seja mudada é necessário medir e colocar metas a seus KBIs (Key Behavior Indicators). Quantas empresas fazem isso? Há metas e bônus significativos atrelados aos seus KBIs?

Não posso dizer que todas as organizações falham, há casos de sucesso, sim. Contudo, esse sucesso é obtido quando a liderança se une, de forma uníssona, para mudar comportamentos e crenças, e praticam isso no seu dia a dia.

As lideranças precisam aprender a trabalhar juntas, de forma co-criativa, com entusiasmo e otimismo para superarem as dificuldades. Assim as pessoas brilham e evoluem. Com a evolução vem a mudança para a cultura almejada, conectando com valores ou princípios da empresa e demonstrando aos demais funcionários o que importa e como agir diante dos problemas e desafios do dia a dia. E que não basta entregar seus KPIs para conseguir seu bônus, pois isso não se sustenta no médio e longo prazo.

Como preconiza o Modelo Shingo do Instituto Shingo, o ponto de virada de melhores resultados de KPIs está diretamente relacionado com o ponto de virada da cultura, dos comportamentos e crenças enraizados na organização. Isso requer disciplina e vontade de mudar, e toma tempo! Não é em um estalar de dedos que tudo estará mudado.

As novas gerações são diferentes das mais antigas e não ficam na organização se não sentirem o alinhamento dos seus valores pessoais com os valores ou princípios da empresa. Permanecem pouco e não brilham nesse ambiente.

Perder pessoas brilhantes é um desperdício grave, que as organizações precisam estar atentas para evitar. Devem se questionar quando isso acontece, entender e trabalhar na correção. O que são as organizações sem as pessoas?

Esse processo de mudança não é simples, leva tempo, requer persistência, humildade para aprender e praticar. A depender do tamanho da organização, a mudança pode levar mais tempo que o desdobramento do planejamento estratégico que deu origem à iniciativa. Portanto, a mudança pode passar por vários executivos que ocuparam a mesma cadeira.

Você já refletiu sobre isso?

Publicado em: https://pensamentocorporativo.com/pensamentos_corporativos_04_2022_742/

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